Sobre

Este é um blog escrito coletivamente por jovens diplomatas brasileiros em suas primeiras missões no Exterior. Servimos, todos, em países em desenvolvimento, em lugares tão díspares quanto o Kuwait e o Sudão, a Ucrânia e a Etiópia, o Paquistão e o Congo.

Nossa intenção é conversar um pouco sobre a vida em cidades e países alheios ao circuito diplomático e turístico convencional – mas não por isso menos fascinantes. Também vamos compartilhar histórias e estórias da rotina de diplomatas em início de carreira. Por meio de relatos, curiosidades, anedotas e fotos, pretendemos quebrar estereótipos arraigados sobre nossa profissão e sobre as terras em que, provisoriamente, moramos. Tudo, é claro, sob uma perspectiva bem brasileira.

Este não é um espaço para discussão de política externa. Comentários são bem-vindos, mas poderão ser moderados.

Os autores aqui se expressam em caráter informal e individual, e suas opiniões não vinculam de nenhuma maneira o Ministério das Relações Exteriores.

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162 respostas para Sobre

  1. Boa iniciativa, pessoal!
    Saudações de Nairóbi!

  2. Ótima ideia! Quero acompanhar o blog!
    Abraços do Japão (^_^)v

  3. Ana Maria Bierrenbach disse:

    Parabens, colegas! Muito legal! Quem sabe, como ja sugeriu um outro colega, fazemos tambem um blog dos diplomatas de meia idade?
    Que voces mantenham sempre esse olhar aberto e despido de preconceitos.
    abracos a todos
    Ana Maria Bierrenbach

  4. bruno disse:

    Fiquei sabendo do blog de vcs pela fsp, parabéns, muito bom!
    Bruno

  5. Paolla Franco disse:

    Boa tarde,
    Meu nome é Paolla e tenho 18 anos sempre tive o sonho de ser diplomata ,essa carreira sempre me fascinou por isso gostaria de saber o que é preciso para se tornar uma e quais sao os melhores lugares para se formar.
    obrigada

    • Cara Paolla,

      Você precisará obter um diploma universitário – qualquer graduação é aceita, e entre os diplomatas há gente oriunda de áreas tão diversas quanto o Direito, o Jornalismo, a Economia, a Engenharia e as Relações Internacionais – e ser aprovada no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática. Veja http://www.institutoriobranco.mre.gov.br/ . Abraços.

      • Paolla Franco disse:

        Boa noite,
        Muito obrigada pelo exclarecimento !

      • Sol disse:

        Caro Thomaz Napoleão ,
        Gostei da sua resposta .Eu gostaria que você me tirasse uma dúvida .Superior de Tecnologia em Comércio Exterior ou seja tecnólogo em Comércio Exterior e aceito .
        Aguardo resposta ,
        Sol

      • Cara Sol, não saberia informar se um diploma de tecnólogo é aceito para fins de aprovação no CACD. Sugiro contatar diretamente o Instituto Rio Branco.

      • Wesley Azevedo disse:

        Caro thomaz,

        É com muito prazer que venho por essa mensagem dizer-lhe que a carreira diplomatica é a que me fascina, pois tenho 23 anos e trabalho como segurança, pois venho de familia muito humilde. Ano que vem iniciarei a curso de relações internacionais com muito foco de determinação. Pesquisei muito e tomei a decisão e tenho certeza que nunca é tarde para recomeçar. abraço e obrigado.

  6. Gustavo Barbosa disse:

    Parabéns pela iniciativa, colegas mais jovens! Revigorante ler aqui os seus comentários, bem descritos pela Ana Bierrenbach como ‘despidos de preconceito’. Força e saudações beirutinas!

  7. Queridos e querida diplomatas, parabéns pela iniciativa do blog. Li sobre ele hoje na Zero Hora, jornal de Porto Alegre/RS, e fiquei super curiosa em conhecer o conteúdo. Deparei-me com textos de extrema sensibilidade, o que me alegrou muito, pois acredito nesse caminho para uma convivência mais verdadeiramente humana e amorosa. Sei que os desafios são imensos, mas vocês estão no rumo certo. Quero sugerir que, na medida do possível, postem mais imagens (tanto fotografias como vídeos) sobre o cotidiano dos lugares e também indiquem mais músicas típicas. Tem tanta expressão bonita, peculiar de cada cultura. Mais uma vez, parabéns e sucesso a todos!
    Luciana Hoffmann.

  8. Alex Schnack disse:

    Pessoal, parabéns por esta iniciativa de mostrar o cotidiano de um JOVEM DIPLOMATA, com certeza aprenderemos bastante com vcs, e ao mesmo, vão mostrar o importante papel das relações internacionais para um país, mas através de uma ótica mais descontraída, ainda bem que o MRE curtiu a idéia rsrs. Abs

  9. Lucas Macedo disse:

    Olá jovens Dilomatas.
    Parabéns pela iniciativa, o blog está muito bom.
    Sou estudante de Direito e sempre pensei em seguir a carreira acadêmica, mas recentemente comecei a me interessar pela diplomacia. Gostaria de saber se vocês acham possível conciliar a profissão de professor com produção científica e a de diplomata.
    Abraços
    Lucas

    • É possível sim, Lucas. Exige um pouco mais de disciplina para organizar as tarefas diplomáticas e acadêmicas, mas não é inviável. Há vários diplomatas professores ou cursando estudos avançados (eg doutorado), seja no Brasil ou no Exterior.

      • Cleber Ribeiro do Amaral disse:

        Gostei de saber da informação.
        Batalharei para atingir esse objetivo.
        Obrigado

  10. Angela disse:

    Ai que legal, adorei a iniciativa….

  11. Fernando Farrugia Albacete disse:

    Parabéns pela iniciativa!

    Acompanharei de maneira assídua a cada um dos novos artigos!

    Saudações.

  12. Enzo Levy disse:

    Olá diplomatas.
    Parabéns pela iniciativa. Esse blog é genial, suas narrativas são muitíssimo mais interessantes que a folha de viagens do Estadão…rs
    Por favor coloquem mais fotos.
    Muito obrigado pela experiencia.

  13. Sara Walker disse:

    Hi Guys
    This is fascinating- what a great idea! Special thanks to Felipe Heimburger for sending me the link. People flit through IRBr and we generally lose contact. So it’s fun to hear how things are for you in the real world- and to have access to a wealth of exotic information and impressions.
    Best
    Sara

  14. Graciete Brasil disse:

    Parabéns pela iniciativa que, certamente, irá contribuir para desmistificar a carreira diplomática e oferecer informações sobre esses países que, embora distantes e com pouca infra-estrutura, oferecem importantes conhecimentos históricos e atrativos turísticos.

  15. Leonardo Reis disse:

    A carreira diplomática ocupou , por um longo tempo, aquilo que, em minha exclusiva concepção, considerava ser “o futuro promissor”. Com o passar dos anos e vivenciando novas experiências, deparei-me com novas concepções e “redescobrir” novas formas de encontrar esse futuro promissor, que, na verdade, sempre existiu, mas que, por estar totalmente voltado para “o sonho diplomático”, não o enxergava. Tenho 34 anos, sou pai de trigêmeos, formado em Relações Internacionais, servidor do MPOG, estudante de Direito e futuro Juiz Federal. Sim, descobrir uma carreira tão antiga quanto a diplomática: a magistratura, a qual se tornou meu “futuro promissor”. Adeus à diplomacia, que chegue a magistratura. Sucesso aos Jovens Diplomatas !

    • joão luiz neves disse:

      Comentário merecedor de reflexão instigante…
      Bola pra frente!

    • joão luiz neves disse:

      Ah!, tenho um amigo, ou um nunca-amigo, filho de diplomata e descendente de diplomatas de longa data via matrilinear que tem alma e moral de diplomata mas reprovou 2 ou 3 x no concurso RB por fugir ao tema da redação português. Enveredou para a magistratura estadual. Como sua alma é de diplomata, sua moral não o ajuda a desvencilhar-se do (bom) mundanismo, e arrisca tornar-se um sempre “coronel”-juiz… 2. Papai (besoin pas de guillemets) Celso Amorim lança livro no Rio e em Brasília com título idêntico a este blog. Isso é q é prestígio, rapeize! Sou fã dele hace mucho, n’est pas?

  16. Sabrina Orlov disse:

    Melhor blog que eu já li em muitos (muitos!) anos. Textos interessantes, descritivos e até literários. Parabéns a todos do grupo pela inciativa e pelo talento…representam muito bem o nosso país.

  17. Barbara Andrade disse:

    Assim como muitos, sou mais uma na corrida da carreira diplomática. Ainda tenho 3 anos de faculdade pela frente, mas estou começando a partir desse semestre a estudar. Desde então venho procurando contato com quem também quer seguir a carreira ou quem já faz parte, aqui é meu primeiro contato e pretendo continuar acompanhando o blog.
    A iniciativa de mostrar esses países com outra face é muito interessante, pois ficamos presos às imagens e exageros da mídia e nos fechamos para tentar entender culturas tão distantes da nossa.
    Se possível, gostaria de alguma dicas de estudo, por exemplo: por onde começar, quais leituras são fundamentais, como se organizar…
    Muito sucesso e parabéns pelo blog.

  18. Juliana disse:

    Parabéns pela iniciativa! Ótimo blog e ótimos textos!! Também fiquei sabendo por um jornal recentemente.

  19. Beatriz Hackradt Miranda disse:

    Olá Diplomatas! Tudo bem?
    Sou jornalista/assessora de imprensa. Gostaria de entrar em contato com diplomatas até 30 anos que topem falar sobre a carreira e o país em que trabalham. Procuro mostrar as vantagens e desvantagens de morar em países não tão “comuns”. A minha ideia é mostrar que não só os países desenvolvidos e ricos têm algo a oferecer. Muito pelo contrário, eu, por exemplo, já morei em pequenas cidades na Venezuela e fui muito feliz! Ficaria muito contente se vocês, diplomatas, jovens e inteligentes pudessem contribuir para a minha pauta e, claro, mostrar ao público as coisas boas que todos os países do mundo podem oferecer.
    Por favor, entrem em contato comigo através do e-mail: bia.hackradt@gmail.com
    Muito obrigada e bom trabalho a todos!
    Um beijo,
    Bia

  20. joão luiz neves disse:

    “Muito excelente demais! Diplomata tb pode pegar altas ondas aí: é gênio da raça do Rio Branco no encontro com o Rio Negro, as esquerdas pra goofy footer em Uluatu (ops! lá são direeitas!!!): saudades do braço direito do Brizola, da prosa e do verbo histriônicos mas repletos de urucum tal côr passapórtica salvo conducta: Darcy Ribeiro. Falando um pouco mais sério: muito legal esse pórtico YIDOM (young intelligent diplomats open minded)!”
    Trecho de “Assim falou o Jornalista”

  21. Rosa disse:

    Amei, penso ser necessário essa divulgação elucidando inclusive que nem tudo são mar de rosas. Poderia até ser, mas não é. Vou ficar junto. Boa sorte na empreitada!

  22. Raquel disse:

    Adorei a iniciativa!

    Como turismóloga e educadora ambiental só tenho a agradecer e parabenizá-los por mostrar diferentes culturas com uma outra visão, às vezes de turista, outras de curioso, também de profissionais…

    O mais importante é mostrar o diferente sem julgar, é se colocar ali como parte daquela comunidade e divulgá-la com saberes de quem realmente vive(eu) aquela realidade!!!

    Já estou acompanhado vocês nessa longa, provocante e excitante jornada!

  23. ADRIANO disse:

    Muito legal. Queria saber, porém, como é a distribuição de diplomatas por estados (de origem). A pouca informação disponível na internet, referente ao Amazonas, por exemplo, é de que apenas 8 diplomatas (até hoje) são originários daqui – situação embaraçosa, sei – , mas não há material que informe quem foram os tais. Sei que o ex-senador Arthur Virgílio Neto é um deles e que, depois de muito tempo, voltou à carreira diplomática e está em Lisboa a serviço do Itamaraty. Sei também que o mais recente amazonense a ingressar na carreira foi José Roberto Gióia Alfaia Júnior (2010). Queria que a realidade aqui fosse diferente e que meu estado fosse capaz de fornecer mais diplomatas ao Brasil, mas enquanto ninguém age, contentaria-me em estudar a vida desses poucos indivíduos. Se alguém souber de fontes para pesquisas (estou andando em círculos há muito), por favor me ajudem. Não sabem como dói você querer saber a fundo a história do seu estado e, a contragosto, ser mantido no escuro porque o que você valoriza não está em sintonia com a maioria. Mas fora isso adoro o blog. Gosto especialmente das narrativas do Krishna Monteiro e das postagens do Thomaz Napoleão, além de Marcela Braga e dos demais.

  24. Daniel Favarin disse:

    Parabéns pela iniciativa do site! Acompanharei com afinco e entusiasmo os vossos relatos.

    Ansioso para juntar-me ao time,

  25. Amanda Coutinho disse:

    Olá Jovens Sr(a).s diplomatas!
    Brilhante e magnifica idéia! Parabéns pelas trocas de informação! Bom, desde muito nova, me interesso demais pela carreira, e sonho um dia poder chegar a carreira e estilo de vida que adotaram e prol de um mundo um pouco mais igualitário e humanístico, que ao meu ver, seria o principal ponto da relação socio-política no mundo todo. Sou uma mera acadêmica de direito, em seu ultimo ano, que enquanto muitos preparam-se para prova da Ordem dos Advogados exigida agora no país, estudo para adesão à carreira, tendo a OAB como uma mera consequencia do meu esforço. Agora me preocupo demais com a questão das línguas. Sou formada em inglês, espanhol e agora curso francês, e me pergunto qual a necessidade de influência total das línguas? Se depois de alguns anos me enviarem à um país na qual não domino a língua, é perigoso? Vocês têm apoio a idiomas desconhecidos?

    Parabés pelo blog! Muito sucesso à todos!

    • Cara Amanda,
      Nossas línguas básicas de trabalho são inglês, francês e espanhol, e precisamos de fluência nas três.
      Para outros países, pode ser necessário (ou vantajoso) aprender o idioma local, mas isso varia bastante de um país para outro. Eu falo pouco urdu, mas vivo sem dificuldades no Paquistão porque a maioria dos locais fala inglês. Mas esse não é o caso do Irã ou do Cazaquistão, por exemplo – nesses lugares, vale a pena estudar farsi e russo, respectivamente.
      Mas nunca é “perigoso” ir para um país cujo idioma não se domina. No máximo, é um pouco mais desafiador. Sempre é possível aprender in loco, e o Ministério pode custear o curso de línguas no local.
      Abraços e boa sorte com os estudos.

  26. Pedro Carrer disse:

    Olá Pessoal,

    Parabéns! Agradeço-lhes imensamente pelo blog. Senti-me encantado por sua proposta e pela riqueza de experiências tão díspares quanto belas. Ele veio reforçar minha convicção pela escolha de mudar de profissão. Tenho um caminho longo (alguns anos) pela frente, mas sei que posso e farei parte deste destinto grupo profissional.

    Abraços a todos os autores.

  27. Antonio disse:

    Pessoal, tudo bem? O blog de vocês é acompanhado por nós aqui na Embaixada em Pequim. Ótima iniciativa e ótimos textos. Será que podemos contribuir com algo? Temos vários colegas em primeira remoção, inclusive eu (embora, aos 34, não me considere mais tão jovem). E a China é um mundo fascinante. Abraços, Antonio

  28. caroline disse:

    Olá!! Achei muito interessante essa proposta de trocas de experiências. Encontrei vocês meio que por acaso.. by google.. rs!
    Tenho 25 anos e sou advogada há três anos em Brasília, estou em uma sociedade consolidada e sinceramente não tenho do que reclamar.. porém, de uma semana para cá passei a pensar muito na carreira diplomática (vai entender!!), nunca me identifiquei com economia ou política, mas simplesmente não sai da minha cabeça!
    Gostaria de saber o que efetivamente fazem, qual tipo de trabalho desenvolvido diariamente, se valeu a pena seguirem a carreira ou se a questão de viver em outros países tão diferentes em sua cultura/costumes, já foi motivo de repensar a escolha… enfim, os prós e contras!

    Se puderem me dar uma luz ficarei muito grata!! =D

    Abraços!!

  29. athalyba disse:

    Pena que vcs estão escrevendo menos aqui no blog … Compreendo que o tempo é escasso, mas as “visões brasilerias” de países tão diferentes são algo meio viciante de ler.

    Tem como obrigar todos vcs a escreveram mais ??? (rs)

    No mais, orgulho de ter vcs nos representado !!!

  30. Gean disse:

    Olá meu nome é GEAN eu tenho 13 anos e sempre tive uma serta vocação para defender e tenho o sonho de me tornar diplomata e atuar em los angeles

  31. Raquel Giassetti disse:

    Arquiteta, apaixonada por lugares interessanes, agradeço a deliciosa leitura!
    Obrigada por contribuir! E peço carinhosamente que postem sobre o que observam sobre “modelos de cidades” fora da “caixinha” que temos como padrão por aqui.

    Interessa as relações humanas enquanto laços afetivos/tipos de ocupação….espontâneas? mais interessantes? melhores?!
    No Brasl temos muitas leis, mas que tão pouco garantem qualidade de vida, ou interação adequada com o meio ambiente… E a estética das cidades? menos ainda.

    Abraço ao Thomaz e aos demais brilhantes,

  32. Edileida disse:

    Excelente blog.Espero muito em breve fazer parte deste blog como um dos autores das diversas histórias e estórias a serem contadas a outros aspirantes á carreira diplomática.Parabéns pela iniciativa.

  33. Lidiane disse:

    Parabéns pelo blog, muito interessante! Estou fazendo mestrado em Antropologia Social e Cultural e minha tese é sobre as famílias que vivem como vocês, enviados ao exterior por agências (diplomatas, militares, empregados de multinacionais e missionários), pessoas que passam a vida entre culturas diferentes e como isto afeta a identidade das pessoas. Gostaria então de perguntar, há entre os diplomatas brasileiros algum grupo ou associação que acompanha os diplomatas e seus familiares (cônjuges e filhos) neste processo de mobilidade? Se puderem me ajudar na pesquisa, agradeço!

  34. Alô brasileiros brasileiríssimos:
    Amei a iniciativa de mais um serviço prestado ao nosso país.
    Usei o texto para estudo com meus alunos. A idéia é mostrar que se estuda a vida para a vida.
    Estamos divulgando vocês no blog do Laboratório de Ensino e Aprendizagem de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo. Continuem!!!
    Parabéns!
    Professora Marisa Valladares

  35. Laura Capanema disse:

    Pessoal, qual o e-mail de contato de vocês? Sou repórter da Editora Abril e queria o conversar com alguns de vocês que estão em missão pelo mundo. Estamos em buscas de relatos legais, mas não achei nenhum e-mail de contato aqui. Quem tiver interesse em escrever pra gente, me manda um e-mail, por favor? Estou atrás de diplomatas que estejam em qualquer lugar do mundo e que tenham histórias legais. Beijos e obrigada.

  36. Olá!

    Esse blog é demais, tem assuntos tão interessante e reflexões por pessoas q estão vivendo o mundo da diplomacia. Parabéns pela iniciativa do blog =)

    Aproveitando para tirar uma dúvida:

    É que gostaria de saber, quando os diplomatas vão atuar fora do país, eles ficam por quanto tempo?
    Caso queiram visitar a família no Brasil pode?
    É que ficar longe dos pais não é fácil =X

    Obrigada, Luana.

  37. Allessandra Martins disse:

    Olá!
    Prezado, Thomaz Napoleão!
    Depois de ter ensino superior concluído, em quanto tempo, aproximadamente, uma pessoa com dedicação e empenho nos estudos, poderá passar no concurso do Intituto Rio Branco, para torna-se diplomata?
    Minhas felicitações pelo blog!

    • Cara Allesandra,
      É difícil generalizar sobre esse assunto; cada pessoa tem seu ritmo de estudos, suas capacidades e suas dificuldades. Certos candidatos conseguem a aprovação já na primeira tentativa, às vezes imediatamente após a faculdade, mas a situação mais frequente é a do candidato que requer alguns anos de estudo antes da aprovação – talvez 3 a 4 anos, em média.
      Da mesma forma, os novos diplomatas podem entrar na carreira em várias fases da vida. Na minha turma do Rio Branco (2009), a média etária dos recém-aprovados era de 27 anos, mas havia colegas com idades entre 22 e 46 anos.

      • Allessandra Martins disse:

        Obrigada pela informação. Um abraço!

      • Ricardo Fortuna disse:

        Caro Thomaz,
        Grata surpresa conhecer o blog, uma iniciativa bem louvável. Estou nos primeiros meses de preparação para o TPS (sim, digo exclusivamente o TPS, pois esse é o meu objetivo imediato). Gostaria de deixar registrado que a sua resposta, ainda que de forma transversa, me motivou um pouco mais aos estudos. Por certo que uma vez sabendo, através dela, que a faixa etária inicial da carreira é tão variável assim fico mais confiante. Sou advogado e recentemente decidi pela carreira diplomática, nunca havia percebido tal inclinação, contudo já conto com 39 anos, e sendo certo que o concurso é um projeto de médio prazo, me preocupava quanto a viabilidade funcional em ingressar na carreira já na meia idade.
        Um forte abraço e obrigado.
        Ricardo Fortuna

  38. Rodrigo Domit disse:

    Bom dia!

    Sou servidor da FUNAG/CHDD e gostaria de ter o e-mail de algum dos autores para poder encaminhar material de divulgação de nossos eventos e publicações para que, se vocês considerarem interessante e cabível, divulguem através de uma nota neste espaço.

    Aguardo retorno: rodrigo.domit@funag.gov.br

  39. Rafael Gouveia disse:

    Gente só tenho a agradecer a iniciativa de vocês, se eu já era apaixonado por essa carreira, agora fiquei ainda mais. Acho muito legal a interação de vocês.
    Parabéns mesmo! Não vejo a hora de poder estar postando também!
    Grande Abraço!

  40. Luah Tomas disse:

    Adoro o blog, principalmente os posts das diplomatas mulheres, pois ouvimos pouco sobre a vida delas de maneira geral. Sou uma aspirante e é muito legal ver como elas vivem, o que observam, seus maridos (qual o masculino de diplomatriz?) e etc. Infelizmente percebi que os posts femininos pararam em 2011, gostaria de sugerir um “revival” feminino para 2013!
    Abraços!

  41. Daniela disse:

    Olá! Adorei a ideia do blog.Comecei a estudar para seguir a carreira diplomática mas estou com algumas dúvidas.Sou casada e tenho um filho pequeno.Tenho alguma prioridade de escolha para algum país?Sou obrigada a servir fora do Brasil ou posso ficar no Brasil? Obrigada.Abraços! Daniela

    • Prezada Daniela, não há tratamento especial para diplomatas que sejam casados e tenham filhos – a situação é bastante comum no MRE. No entanto, existe certa latitude na escolha de seus Postos no Exterior; ninguém poderá obrigá-la a ser removida para países mais difíceis. Tecnicamente é possível exercer a diplomacia sem sair do Brasil, mas nesse caso você não poderia ser promovida além da classe de Segunda-Secretária, a segunda hierarquia mais baixa da carreira.

  42. Carolina Reis disse:

    Olá!
    Primeiro, gostaria de parabenizá-los pelo blog. Tenho vontade de ser diplomata e aqui é o único lugar onde consigo mais esclarecimentos acerca desta profissão. Um obrigada imenso à vocês por esta iniciativa.
    Como vocês lidam com a saudade e com a solidão? Como é a vida em locais com pouco entretenimento? Sou muito introvertida, tenho medo de não conseguir fazer amizades e ficar absolutamente sozinha. Li o texto do caionoronha sobre isso e quis saber mais um pouco sobre a relação do diplomata com a saudade e a solidão. Vocês veem suas famílias e amigos com frequência?
    Tenho muita vontade de conhecer outras culturas, mas não sei como vou lidar com estas duas questões.
    Muito Obrigada pelo blog, ele tem me ajudado muito a tomar esta importante decisão. Feliz 2013 a todos!

  43. Aline disse:

    Muito obrigada pela iniciativa!

  44. tabibitosoul disse:

    Parabéns pelo blog!Está interessantíssimo. Meu nome é Juliana, não sou diplomata, mas vivo na Ásia há 6 anos, sendo que até março deste ano trabalhei para o governo japonês. Atualmente, vivo na Índia, onde atuo como tradutora. Encontrei o blog enquanto procurava por mais informação sobre o dote, sistema arcaico para muitos de nós, mas que continua sendo amplamente praticado em vários países aqui da Ásia, principalmente na região onde vivo.
    Desejo sucesso a todos e aproveito aqui para divulgar o meu humilde blog sobre a Ásia:
    tabibitosoul.wordpress.com.
    Um abraço a todos!

  45. Beatriz Cardoso disse:

    DÚVIDA DE UMA SONHADORA!
    Tenho 18 anos, e penso que todos sabem que essa é uma fase difícil, pois é agora que nós fazemos escolhas importantes e decidimos o que vamos ser ou fazer no futuro. Estou me preparando para ingressar no curso de Relações Internacionais aqui no Amapá, onde moro. Penso em me preparar para fazer o CACD desde o segundo ou terceiro ano da universidade (só para treinar a prova mesmo, pois já sei que é muito difícil) para não perder muito tempo e não perder o foco do meu objetivo: Quero ser diplomata! Na verdade tenho um desejo particular em trabalhar nos consulados e ajudar os brasileiros no exterior. Ainda não comecei a universidade, mas já visualizo o meu longo percurso até finalmente poder realizar esta tão sonhada meta. Mas ainda não sei muito bem o que devo fazer. Sei que preciso fazer um concurso público para iniciar a minha carreira, mas até eu finalmente poder ir trabalhar em um consulado no exterior, o que eu devo fazer? Eu não pretendo subir nos cargos até me tornar ministra de primeira classe. Quero trabalhar no departamento consular em outro país, e então o que fazer? Sendo somente terceiro secretário já é o suficiente?

    • Cara Beatriz,
      Qualquer diplomata, de qualquer nível hierárquico, pode trabalhar com temas consulares – seja em um Consulado-Geral (nos locais onde há grande comunidade brasileira) ou mesmo no Setor Consular de uma Embaixada (quando houver poucos brasileiros residentes). Mesmo em Brasília é possível se dedicar ao tema: na sede do Itamaraty há seções específicas para o assunto, como a Divisão de Assistência Consular e a de Comunidades Brasileiras no Exterior.

      Na verdade, é possível lidar com assuntos consulares mesmo sem ser diplomata; os oficiais de chancelaria, que também são funcionários de carreira do MRE e são aprovados mediante concurso separado, também podem trabalhar com o tema.

      Abraços.

      • Beatriz Cardoso disse:

        Muito obrigada! Só mais uma dúvida… Eu sou apaixonada pela Itália, falo o idioma, conheço a cultura, enfim isso me ajuda a conseguir trabalhar no consulado brasileiro na Itália futuramente? Em quais situações isso acontece? Preciso fazer outra prova? Ou somente se tiver poucos brasileiros trabalhando lá?

      • Essas qualidades não necessariamente garantiriam que você seria removida para a Itália, mas poderiam melhorar suas perspectivas, sim. Felizmente, temos cinco postos naquele país: a Embaixada em Roma, o Consulado-Geral em Roma, uma Missão Multilateral (FAO, principalmente) também em Roma, a Embaixada no Vaticano e o Consulado-Geral em Milão. Ou seja, há várias chances de conseguir trabalhar na Itália, após entrar no Itamaraty.

  46. Natália Cyreno disse:

    Thomaz, boa tarde.

    Sempre tive o sonho de ingressar nesta carreira. Estou no 5º periodo de Direito e já estou pensando em me preparar para futuramente fazer o concurso. Será que você poderia me passar algumas dicas? por onde começar meus estudos e se é válido focar em algumas matérias. Uma última dúvida, abriu às inscrições para o concurso, é válido fazer à inscrição e fazer à prova só por experiência nesse tempo em que estudou terminando a faculdade? Parabéns pelo blog.

  47. Alberto C. de Magalhães Neto disse:

    Olá,
    Peço que uma boa alma diplomática me instrua com os meus questionamentos sobre a profissão.

    1-) O diplomata é apenas um representante do país ou ele tem meios/ poder para dar a sua opinião sobre determinado assunto em pauta? Me aflige não poder ao menos opinar sobre alguma ação que o meu país pretende tomar, sendo a minha posição contrária a essa ação. Imagino que muitos tratados de extrema importância estão em jogo e me torturaria contribuir com algo que sou contra.

    2-) Tenho direito a ficar no Brasil por quanto tempo, durante a carreira?

    3-) Quero que meus futuros filhos tenham cresçam com a cultura do meu país. Acho importante eles estarem no Brasil entre os 13 e 17/18 anos – fase em que se cria os laços de amizade e de estabelecimento cultural. É possível um acordo com o Itamaraty para que o diplomata possa viver esse período no seu país?

    4-) Qual é o tamanho da solidão de vocês? Ou isso é mito: empre estão entretidos fora das atividades profissionais?

    Obrigado.

    • Caro Alberto, sua primeira questão é bastante complexa, mas posso tentar responder da seguinte forma: como servidores públicos federais, estamos sujeitos a um Código de Ética específico (Decreto 1.171 de 1994), além de diversas normas internas do MRE e, evidentemente, da própria Constituição. Esses documentos determinam, entre outras coisas, que não podemos agir (ou cumprir instruções) de forma desonesta ou abusiva. Dito isso, a política externa é ditada pela Presidência da República, nisto assessorada pelo Itamaraty, e é quase inevitável que em algum momento o diplomata discorde, pessoalmente, de certas instruções que receberá; a menos que sejam ilícitas, essas ordens terão de ser respeitadas. Acredito que cabe a cada um encontrar a melhor maneira de conciliar hierarquia funcional e consciência pessoal.

      Há certa liberdade para que cada diplomata escolha o tempo que ficará no Brasil e no Exterior; há colegas que passam 60 a 70% da carreira em Brasília, e outros que fazem exatamente o contrário, e ambos os caminhos são válidos. Só não é possível ficar 100% da carreira no Brasil (ou não haverá promoção além da classe de Segundo-Secretário) ou no Exterior (há um limite, atualmente de 10 anos ininterruptos no Exterior para Secretários e Conselheiros). Acho que isso responde sua terceira pergunta: basta planejar para estar no Brasil durante a adolescência de seus filhos.

      A quarta pergunta é totalmente pessoal. Há várias maneiras – afetivas, intelectuais, artísticas, esportivas, etc – de enfrentar a solidão que faz parte, sim, de nossa carreira. Mas quem não é solitário neste mundo, de uma maneira ou de outra?

      Abraços.

      • Alberto C. de Magalhães Neto disse:

        Obrigado, Thomaz. Me trouxe bons esclarecimentos.

  48. Amanda disse:

    Caro Thomaz, gostaria de lhe fazer algumas perguntas.
    1) Sou gay e pretendo casar com uma estrangeira após entrar no MRE. Li a respeito e vi que é possível, porém diversos países, sobretudo nos continentes africanos e asiáticos julgam a homossexualidade de forma mais acentuada do que na américa latina ou europa, levando até mesmo a pena de morte, em países como a Mauritânia. No entanto, gostaria de ser carreirista e trabalhar no exterior. O Itamaraty permite que eu, por prezar pela segurança de minha família, trabalhe em algum país de classe C – pelo menos acho que seja – como a África do Sul, onde as leis protegem, ainda que de forma um pouco precária, os homossexuais? E como é a vida gay nos países “classe C e D”? É possível assumir sem por a família em risco? Há alguma dica que você possa fornecer sobre o assunto?
    2) Como dito, pretendo casar com uma estrangeira, quanto tempo demora, em média, para o MRE analisar o meu pedido? Posso adotar uma criança estrangeira, por exemplo, no Reino Unido ou Estados Unidos e conceder a ela e minha cônjuge os privilégios diplomáticos, caso eu venha a óbito?
    3) Foi dito que o tempo de permanência em um país é, em média, de 2 a 3 anos. Há como prolongar esta estada? E como funcionam as remoções? Como ter uma ascensão mais rápida na carreira? Quanto tempo, em média, leva para ser promovido a ministro de segunda classe, ou mesmo primeiro secretário?
    4) Moro fora do distrito federal, quanto tempo demora a espera por um apartamento funcional?

    • Perguntas difíceis e importantes, Amanda. O MRE não impõe nenhuma barreira à diversidade sexual, mas o problema são, em alguns casos, os costumes e leis dos outros países, que podem ser mesmo restritivos. Dito isso, é possível se adaptar até nos lugares mais improváveis: conheço vários estrangeiros gays no Paquistão, que são discretos mas aparentam levar uma rotina relativamente normal e tranquila, ao menos no circuito das Embaixadas. Pense também que há grande variedade entre os Postos C e D, que incluem países conservadores mas também sociedades liberais. Por exemplo, Wellington (Nova Zelândia), Bangkok (Tailândia), Lima (Peru) e Tel Aviv (Israel) são classificados C, e mesmo entre os D há algumas cidades relativamente tolerantes. Para ver alguns exemplos da vida gay em Postos C ou D, leia aqui no blog os posts de nosso colega em Manágua (Nicarágua), que agora está na Bélgica.

      Acho que o pedido para que o MRE formalize relações homoafetivas não é demorado: deve ser questão de poucas semanas. Para que um diplomata brasileiro case com estrangeiro/a – seja hétero ou homo – é preciso ter autorização do Ministro de Estado, mas na prática essa é apenas uma formalidade; nunca ouvi falar de qualquer pessoa que tivesse sua autorização de matrimônio negada. Terminado esse processo, sua esposa teria o passaporte diplomático e todos os privilégios que disso decorrem, sem problemas. Mas para descobrir se o casamento seria válido no Exterior, e se seria reconhecido como casamento pleno ou só como união civil, aí é preciso ver a legislação de cada país. Adoção de criança estrangeira é um processo extremamente longo e complexo, ao menos para quem não é ator de Hollywood, e nem me arrisco comentar sobre o assunto.

      Sim, é possível prorrogar a permanência em um local, se for de interesse do diplomata, de seu chefe e da administração do MRE. Ainda assim, creio que não se pode ultrapassar 4 anos (para Secretários) ou 5 anos (para classes superiores) no mesmo Posto. O sistema das remoções e promoções é meio complicado e difícil de sintetizar: recomendo ler a Lei do Serviço Exterior, que explica tudo ou quase tudo.

      Pelo menos no início de carreira, antes da primeira remoção, a espera por um apartamento funcional pode ser bem longa – 3 a 5 anos, acho. Mas é mais rápido para quem tem filhos (não basta ser casado).

      • Lia disse:

        Ok, fazendo um gancho no assunto, como alguém que já é casado com estrangeiro consegue a autorização para fazer a prova? Quais são os critérios analisados para conceder essa autorização e em que casos pode ser negada?
        Não encontrei detalhamento sobre o assunto, encontro apenas que tal autorização é necessária, mas não como obtê-la.
        Agradeço desde já pela atenção e tempo dispensados.

      • Não saberia informar sobre esses critérios e esse procedimento, Lia, mas creio que é algo bastante simples; temos colegas que ingressaram na diplomacia já casados(as) com estrangeiros(as), e não tiveram dificuldade nenhuma para regularizar suas situações. Sugiro contatar diretamente o MRE (por exemplo, via o canal no Facebook, que é mantido pela Assessoria de Imprensa) com essa dúvida.

  49. Amanda disse:

    Desde já, obrigada!

  50. Carlos disse:

    pode trabalhar só em postos C e nunca ir para os D?

  51. Galdino Mota disse:

    Primeiramente parabéns a todos pela iniciativa. Vi as perguntas e respostas, mas ainda resta a dúvida.
    Afinal a família viaja e mora onde quer que o diplomata esteja cumprindo a missão no exterior? Se sim, como é a vida dos diplomatas e familiares no exterior? É clausura ou vida normal?

  52. Alberto C. de Magalhães Neto disse:

    Olá,

    Mais um dúvida:

    Sendo diplomata posso escolher trabalhar na ONU? Neste caso, seria um funcionário da ONU ou do Itamaraty? Continuaria sendo um diplomata?

  53. Alberto C. de Magalhães Neto disse:

    Olá,

    Quem são os atores que traçam a política externa brasileira? Diplomatas?
    Imagino que exista um núcleo que estude,pense e decida quais serão as políticas internacionais brasileiras em cada país, e depois instrua os diplomatas a fazerem o que foi decidido.

    Se forem diplomatas, posso eu, uma vez diplomata, me dedicar a esse suposto núcleo integralmente, desde o início? Ou é o governo ( presidente + ministro das relações exteriores) quem decidem?

    Obrigado.

    • Caro Alberto, como reza a Constituição, as relações exteriores do Brasil são conduzidas pela Presidência da República, nisto assessorada pelo MRE. De modo geral, a formulação da política externa recai sobre o Planalto e sobre os escalões superiores do Itamaraty, mas hoje também se verifica o envolvimento de outros órgãos – governamentais ou não -, como os demais Ministérios, o setor privado e determinados órgãos da sociedade civil. Há rica bibliografia a respeito: consulte, por exemplo, os trabalhos de Dawisson Belém Lopes e Matias Spektor. Há um volume recente a respeito, editado por Letícia Pinheiro e Carlos Milani.

      Para saber mais sobre os processos internos do Itamaraty, pesquise sobre as atribuições da Secretaria de Planejamento Diplomático do MRE.

  54. Diego Sachetto disse:

    Olá,

    Fico feliz de ter encontrado esse “fórum” de debates e opiniões sobre a carreira diplomática. Admito que meu interesse na área não surgiu na adolescência, mas depois dos 25 anos, já graduado em história e fazendo especialização na área.

    Bom, estou com quase 30 e só recentemente decidi estudar para prestar o concurso do Instituto Rio Branco, mas me deparei com provas passadas de complexidade ímpar então gostaria que alguma pessoa que já prestou o concurso ou que já é diplomata pudesse dar sua opinião sobre a carreira diplomática e minha área de formação.

    Além disso se existe alguma limitação legal em termos etários para prestar o concurso e algum roteiro de estudo, pois o que me sobra de motivação para estudar, me falta em tempo, então desejo estudar bibliografias mais diretas em relação a área diplomática.

    • Não há restrições etárias para ingressar na diplomacia, caro Diego. Na minha turma do Instituto Rio Branco, a idade dos recém-aprovados oscilava entre 23 e 47. A única desvantagem de iniciar a carreira relativamente tarde (digamos, após os 35) é que torna-se mais difícil chegar à etapa máxima da carreira, a classe de Embaixador (Ministro de Primeira Classe), cuja promoção se vincula a um limite de 60 anos, normalmente.

      Há muitos historiadores no MRE. As formações mais recorrentes, entre os diplomatas jovens, são Relações Internacionais e Direito, mas na carreira há muitos representantes das demais Ciências Humanas, como Ciências Sociais, Economia e Jornalismo; embora em menor grau, há diplomatas oriundos das Exatas e Biológicas também.

  55. Henrique Emmanuel disse:

    Napoleão, gostaria de saber se há condições, enquanto Diplomata, em ter-se uma esposa, levá-la comigo e ela, por onde eu for em missão, conseguir emprego em sua área (enfermagem)? Preocupo-me com a ideia de ela não ser apenas acompanhante de um Diplomata. Você acha possível haver resolução nesse sentido? Obrigado pela atenção.

    • Caro Henrique,

      Sim, sempre é possível que o/a cônjuge acompanhe o/a diplomata por ocasião de uma Missão Permanente (acima de 2 anos), até mesmo em lugares conflagrados. Ao contrário de alguns outros países, o Brasil não tem o conceito de “non-family postings” para seus diplomatas.

      No caso concreto (ie, se sua esposa poderia trabalhar no Exterior), isso depende da existência, ou não, de acordo bilateral específico que permita o exercício de atividades profissionais por parte de dependentes de pessoal diplomático. Se não me engano, temos acordos dessa natureza com pouco mais de 50 países. Além disso, para certos setores, como medicina e advocacia, o exercício profissional pode ser bastante regulamentado, o que talvez dificulte – sem necessariamente impedir – que sua esposa consiga emprego em sua área de origem.

      Em alguns casos, o trabalho voluntário é uma boa alternativa: em muitos países, uma enfermeira experiente poderia ser de grande valia para a Cruz Vermelha, por exemplo.

  56. rik13 disse:

    Olá,
    Tenho algumas perguntas: 1) Quanto tempo dura o curso? 2) Em quanto tempo se começa a trabalhar?
    E também gostaria de saber como foi a experiência de alguns de vocês, pois sei que a maioria saiu de seu estado para concursar no Acre. Bem, o que quero saber também é: como foi a reação de sua família, quais foram as dificuldades e o que você achou do curso.

    P.S.: Tenho 15 anos e pretendo seguir essa carreira.

    Abraço à todos.

  57. CARLOS ANTONIO PEREIRA DA SILVA disse:

    Descobri esse blog em um artigo sobre Diplomacia na revista “Carta na Escola”, de outubro de 2013 (nº 80). Sempre tive o objetivo de ser diplomata. Embora já esteja com 41 anos, nunca é tarde. E o sonho ainda persiste. Quem sabe futuros colegas! Parabéns pela iniciativa deste blog.

  58. Ekui kui Manuel disse:

    Gostei do Blog dos Diplomatas, até que eu estou a fazer Relações internacionais…

  59. Ekui kui Manuel disse:

    Sempre estaremos em linha com os nossos amigos de vários quadrantes do Mundo!….
    Em Angola para nós é um privilégio!….

  60. jenniffer mary dos santos disse:

    BOA NOITE!
    Gostei muito do blog, porem tenho uma dúvida li no site do instituto Rio Branco sobre os requisitos para fazer a prova e não deixa claro se mulheres podem fazer e gostaria de saber podem?

    • Claro que podem, prezada Jenniffer! Não há nenhum impedimento legal, e o Brasil conta com centenas de mulheres diplomatas – inclusive algumas autoras deste blog, como você pode ver na coluna à direita. Abraços.

  61. Daniel Mota disse:

    Napoleão, os diplomatas se viram como pode para alugar apartamentos ou casas, ou vocês recebem conselhos e apoio? como foi o momento da chegada?
    Para os que não residem no DF, o Estado fornece apartamentos após a aprovação no concurso, correto? Após a espera, é de vocês? e se forem a uma missão, perdem o apartamento?

    • Caro Daniel, a partir do momento da aprovação no concurso, cada novo diplomata é responsável por sua moradia em Brasília – como acontece com qualquer outro servidor público em início de carreira. Existem apartamentos funcionais em Brasília para servidores do MRE (não apenas diplomatas), mas a fila para ocupá-los é consideravelmente longa, e tem ultrapassado 5 anos – contados a partir da aprovação no CACD – nestes últimos tempos. Há vários tipos de funcionais, desde o pequeno quarto-e-sala oferecido aos Terceiros-Secretários aos apartamentos confortáveis em que os Embaixadores geralmente residem.
      Não há distinção entre casados e solteiros na fila dos apartamentos funcionais, mas servidores com filhos têm preferência. Quando retornamos do Exterior, é preciso entrar novamente na fila.

  62. Renato Figueiredo disse:

    Bom dia.
    Parabéns pelo site.

    Uma dúvida, tenho 35 anos, não sei falar nenhum idioma, tenho duas graduações, e pós graduação.
    Tenho chance de ser Diplomata, ou estou muito velho?

    Abs e felicidades.

    • É perfeitamente possível, caro Renato. Não há mais limite etário para o ingresso na diplomacia. Na minha turma do Instituto Rio Branco, muitos recém-aprovados tinham entre 30 e 40 anos, ou até mais; o mais velho tornou-se diplomata ao 47. Dito isso, é indispensável dominar inglês, francês e espanhol para o concurso, e eu sugiro que você se empenhe no estudo desses idiomas. Abraços.

  63. Vinícius disse:

    Todo diplomata é obrigado a viver fora do país? O profissional pode desenvolver a carreira somente no Brasil? Obrigado.

    • Caro Vinícius, tecnicamente é até possível servir exclusivamente no Brasil, mas nesse caso você não será promovido além da classe de Segundo-Secretário. Todas as promoções seguintes exigem tempo mínimo de Exterior. Abraços.

  64. Vanessa disse:

    Olá! Gostaria de uma opinião, ponderando a concorrência e o grau de exigência, qual concurso é mais dificil a aprovação, diplomacia ou magistratura? Sou advogada e nunca consegui deixar de lado a pretensão de ser aprovada na magistratura, mas também nunca consegui me aplicar o suficiente aos estudos por ter que enfrentar algumas disciplinas que tenho pouco interesse. Semanas atrás um banner com propaganda de curso preparatório para o concurso de diplomata me chamou a atenção. Parei para pensar, sabe aquelas metas anuais e outras sem prazo determinado que algumas pessoas costumam fazer? Então, sou uma delas e ocorre que me lembrei ter colocado alguns pontos extras voltados para hobby/lazer que incluiam estudar história, geografia, inglês, francês e espanhol. Tenho proficiência em inglês, mas não me considero fluente (ao meu ver só se alcança a fluência morando por um período num país da língua em questão). Leio, tenho boa compreensão e falo com vários erros gramaticais francês e espanhol. Porém não domino a escrita. Daí o concurso para a diplomacia começou a rondar os meus pensamentos. Afinal é muito atrativo estudar disciplinas com gosto e interesse. Só que imagino que se torna um diplomata quem ao longo da vida foi se preparando. Sei que a palavra sempre será de encorajamento e de ir atrás da realização, mas sendo realista esse despertar tardio não é ilusão para quem já tem 38 anos nas condições acima expostas? Tenho receio de estar fazendo como a geracao Y criando expectativas muito altas para tal mudança na minha idade. Será que não seria mais viável me manter nos concursos para a magistratura?
    Obrigada e um grande abraço, Vanessa.

    • Por não ser jurista, infelizmente não conseguiria comparar a dificuldade relativa dos concursos para a diplomacia e a magistratura, cara Vanessa. E cada pessoa tem seus próprios ritmos, prioridades e limitações na hora de estudar. Mas posso dizer o seguinte: os candidatos aprovados no CACD geralmente se preparam apenas para este concurso público, que é muito distinto de todos os demais em termos de formato e conteúdos.

      Se você de fato quer ingressar no Itamaraty, comece a estudar as matérias que você citou, inclusive francês e espanhol, o quanto antes. Há quem se torne diplomata na altura dos 40 ou mesmo 50 anos, o que é perfeitamente possível (difícil, mas possível) com esforço, disciplina e dedicação; nesses casos, porém, será quase inviável chegar à classe de Embaixador (= Ministro de Primeira Classe), que só podemos alcançar caso tenhamos menos de 60 anos, a não ser que seja mediante uma vaga disponível no Quadro Especial. Mas é possível ter uma carreira interessante e recompensadora em qualquer degrau da hierarquia diplomática, felizmente. Abraços.

  65. Raphael disse:

    Prezado Thomaz,

    Em primeiro lugar, gostaria de agradecer muitíssimo à sua grande prestatividade, sanando as mais diversas dúvidas que surgem aqui relacionadas com sua carreira. Tomei o cuidado de ler todas as postagens suas para tentar previnir uma pergunta repetitiva. Tenho hoje 31 anos e minha primeira filha está para nascer. Faz pouco tempo eu percebi que há em mim um sonho latente de seguir essa carreira, e estou me fazendo as cogitações iniciais a respeito. Trata-se de uma aspiração que sempre me soou impossível realizar, mas que agora começo a ver com seriedade e entusiasmo. Contudo, a conjuntura familiar pesa muito nesse momento, e apreciaria qualquer auxílio em sanar algumas dúvidas:
    Com quem o diplomata e sua família convivem quando em missão no exterior? Esse convívio chega ao ponto de propiciar a formação de vínculos? Explico-me melhor: além do trabalho, como é a possibilidade de conviver com outras pessoas, fazer amigos, estabelecer um contato além do profissional? A esposa/filhos de um diplomata, por exemplo, pelo que você tem visto, tem a oportunidade de integrarem-se ao meio social do local da missão, ou o convívio acaba sendo com “o pessoal da embaixada”?
    Sobre visitas de familiares: em locais em que há auxílio ao diplomata para fixar residência, ou ela se dá na própria embaixada, é possível acolher familiares em visita?

    Sobre outro assunto: quando trabalhando no Brasil, ouvi falar que há a possibilidade de trabalhar em outros locais além de Brasília. Como é essa possibilidade? É um concurso de remoção similar a ir para o exterior? Em que consistiria esse trabalho fora de Brasília?

    Também tenho os receios quanto à idade já mencionados aqui por outras pessoas, e suas postagens me entusiasmaram, sabendo que não é só para recém egressos da universidade.

    Grato pela atenção!
    Raphael

    • É difícil responder essas perguntas de maneira taxativa, caro Raphael, pois tudo depende do seu perfil (e de sua família) e de como você quer/consegue interagir com a cultura do país que te acolherá. De maneira esquemática e simplista, eu diria o seguinte: nos lugares onde há grandes barreiras culturais/linguísticas/religiosas/de segurança, e aqui posso citar o exemplo do Paquistão, o convívio com a sociedade local é mais restrito, embora não seja impossível, e os melhores amigos de sua família provavelmente serão outros estrangeiros, não necessariamente colegas de Embaixada. Já nos locais mais estáveis ou culturalmente mais próximos, como a maior parte da América Latina e da Europa, é muito mais fácil se integrar e fazer amigos – ou até começar relacionamentos – fora da comunidade de estrangeiros. Há inúmeras exceções, mas o padrão é mais ou menos esse.

      Uma regra parecida vale também para os filhos: onde for possível matricular as crianças em escolas regulares (públicas ou particulares), elas certamente farão amigos locais; já onde é indispensável escolher uma escola estrangeira (geralmente por causa da qualidade do ensino ruim e/ou de barreiras linguísticas), o convívio será principalmente com outros filhos de estrangeiros.

      Quanto ao círculo social do/a esposo/a, a principal variável é esta: ele/a conseguirá trabalhar? Isso depende da existência de acordo bilateral que permita o exercício de atividades remuneradas por parte de dependente de diplomatas, e também da “portabilidade” da profissão; trabalhar no Exterior seria difícil para uma advogada tributarista especializada na legislação brasileira, mas poderia ser fácil para uma escritora que só precise de silêncio, concentração e um laptop.

      (como sou solteiro, meu conhecimento sobre isso é limitado, mas essa tem sido a experiência de meus colegas com família a tiracolo)

      Sim, claro, um diplomata (cuja residência sempre é total ou parcialmente subsidiada por uma dotação específica do MRE) pode receber a visita de amigos, familiares ou quem mais quiser, a qualquer época. Nisso somos normais 😉 Só não é permitido sublocar nossos imóveis, obviamente.

      Enfim, é possível trabalhar em algumas outras capitais brasileiras que não Brasília, graças aos Escritórios de Representação do MRE (veja a lista em http://www.itamaraty.gov.br/servicos-do-itamaraty/escritorios-de-representacao-do-itamaraty), mas as vagas são muito limitadas. Não há um concurso separado para servir nesses locais, mas sim um processo mais ou menos semelhante ao das lotações em Divisões, Departamentos ou Subsecretarias dentro do MRE. Abraços.

  66. Raphael disse:

    Ah, mais uma coisa: Como funcionam as férias? Para voltar ao Brasil tem que pagar ida e volta do local da missão do próprio bolso?

    • Como quaisquer servidores públicos, temos 30 dias de férias por ano, mas quem serve em Postos C ou D também tem direito a afastamentos suplementares a cada trimestre ou quadrimestre – i.e., “miniférias” adicionais, conhecidas como R&R no jargão diplomático.

      Quando estamos no Exterior, nossas passagens para o Brasil, em caso de férias, normalmente não são ressarcidas ou pagas pelo Governo. Mas há uma exceção: servidores lotados em Postos C ou D (caso de quase todos os relatos deste blog) têm direito a passagem custeada pelo MRE para visitar o País a cada 12 meses, inclusive para seus dependentes.

  67. Beatriz Cardoso disse:

    Mais uma dúvida Thomaz, SE, eu diplomata, estiver trabalhando na Itália por exemplo, quiser me casar com um italiano, como fica a minha situação? Fico na Itália? Continuarei trabalhando? Obrigada!

    • Em princípio, creio que continuaria na Itália normalmente, Beatriz.

      A situação apenas seria um pouco mais complicada se você obtivesse (ou já detivesse) também a cidadania italiana; em algumas circunstâncias, e dependendo do país (não sei se é o caso da Itália), isso poderia gerar dificuldades em termos de reconhecimento de suas imunidades diplomáticas, pois você também seria nacional do país em que serviria. Abraços.

  68. Thomaz, primeiramente eu admiro muito seu trabalho já tinha visto como foi o seu ingresso no Itamaraty pelo G1 e me influenciou e ate me motivou de certa maneira.
    Meu nome é Lucas, tenho 15 anos e quero ingressar na carreira diplomática, só que tenho dúvidas que me deixam um tanto inquieto.Já comecei a acumular conhecimentos sobre os idiomas só que ainda não li nenhuma obra recomendada para o concurso, como “Raízes do Brasil”, e fico a me questionar se comecei a planejar o ingresso na carreira muito tarde e se isso pode implicar no insucesso.
    Pode me recomendar alguns bons livros para uma introdução dos estudos?
    Desde já agradeço pela atenção, abraço.

    • Caro Lucas, sugiro pesquisar, no site do CESPE/UnB, que aplica o concurso, as provas e os editais dos anos anteriores. Os editais anteriores a 2011 (se não me engano) continham bibliografias recomendadas por matéria, que grosso modo continuam úteis para o CACD. Além disso, leia os Manuais do Candidato disponíveis gratuitamente na Biblioteca Digital da FUNAG. São leituras apenas introdutórias – espere ler ao menos uns 60 a 100 livros ou artigos na preparação para o CACD -, mas que podem ser de grande valia. Abraços.

  69. João Lacerda disse:

    Parabéns pelo blog, achei muito intuitivo e uma ótima iniciativa! Tenho 14 anos e gosto muito da carreira de diplomata.
    Não sei vocês fazem palestras, mas gostaria muito de ir em alguma.

  70. Lucas Santos disse:

    Thomas,sou Lucas tenho 20 anos e vivi 2 anos na europa como muchileiroas vezes com nenhum euro no bolso mais sobrevivi ,descontração a parte ,eu agreguei muito na minha vida,tanto pessoal como sonhos profissionais ,venho pesquisando sobre a carreira diplomática e me alegra muito saber que meus sonhos estão dentro desssa carreira ,li diversas reportagens de diplomatas ,inclusive a sua feita no g1,e me senti muito desafiado a estar na diplomacia pois é exigido um alto nível em seus concorrentes,como já disse tenho 20 anos e ainda não sou formado em nenhum curso superior(Começo segundo semestre desse ano a cursar relacões internacionais),porém tenho estudado ,lido editais e fazendo provas anteriores do CACD, pois quero passar nos testes com meu melhor sendo o primeiro ,como foi seu caso.
    Queria uma opinião sua ,estou precipitado em estudar para o CACD sendo que nem comecei no curso superior ?ou será que o melhor caminho é uma coisa de cada vez ?
    Tenho um grande interesse em trabalhar em postos D, e foi me apresentado o curso de árabe acho que é um idioma que poderia me agregar muito ,mais queria saber de você ,que tipo de perfil tem um diplomata que trabalha em um posto D ,e o que eu poderia fazer hoje? para me preparar e acresentar e ser o melhor para meu país nesses postos .e o que um diplomata em um posto D têm,que eu posso buscar hoje ?

    Obrigado,

    • O mais importante é ter certeza do que você quer, caro Lucas. Pesquise muito sobre a carreira diplomática; não apenas os benefícios, mas também as dificuldades. Se esse é de fato seu objetivo, o ideal é começar a estudar o mais cedo possível; no seu caso, já desde a faculdade. Nos últimos tempos, a maior parte dos jovens diplomatas ingressou no Itamaraty com algo entre 25 e 30 anos (ou bem mais), já algum tempo após terminar a graduação, mas há casos de candidatos aprovados imediatamente após a formatura, com algo entre 22 e 25. Eles se prepararam desde cedo e isso fez a diferença.

      O Brasil precisa com urgência de mais falantes de árabe (e também mandarim e russo, entre outras línguas de grande peso diplomático mas pouca tradição de estudo no Brasil) no seu corpo diplomático. O idioma não será cobrado no concurso, mas pode ser muito útil na carreira.

      Quanto ao perfil típico de um diplomata que serve em Postos D… Bem, veja os autores deste blog! Cada um tem seu estilo, seus interesses e suas histórias de vida. Não há um padrão único – afinal, representamos um país diverso e plural. Abraços.

  71. Patrick disse:

    Caríssimos, bom dia. Gostaria do apoio de algum leitor para tirar uma dúvida que tenho:
    Um diplomata em missão no exterior, que quiser visitar seus parentes aqui no Brasil, e resolver vir com sua família, que também está junto a ele no exterior, terá as passagens aéreas ressarcidas pela união?
    Aguardo resposta e agradeço antes de tudo, e muito, pelo empenho.

    • Caro Patrick, a resposta depende da situação.
      Quando estamos no Exterior, nossas passagens para o Brasil, em caso de férias, normalmente não são ressarcidas ou pagas pelo Governo. Mas há uma exceção: servidores lotados em Postos C ou D (caso de quase todos os relatos deste blog) têm direito a passagem custeada pelo MRE para visitar o País a cada 12 meses, inclusive para seus dependentes.

  72. Patrick disse:

    Muito obrigado Thomaz Napoleão.

  73. PATRICK disse:

    Boa tarde caríssimo Thomaz Napoleão! Gostaria muito da sua ajuda com o intuito de esclarecer uma dúvida que tenho: Percebi em vários pots que achei no google dizendo que para ser primeiro ministro é necessário pelo menos 20 anos de carreira diplomática. Tenho 27 anos e comecei meus estudos agora, creio que com impeto irei lograr uma vaga na carreira diplomática com aproximadamente 30 anos. Nesta condições descritas, qual seria a minha chance de ser primeiro ministro?
    Entendo que a resposta talvez seja desanimadora, mas peço, por gentileza, extrema sinceridade, pois não conheço ninguém dessa área, e não sei em quem recorrer. Desde já, agradeço pelo empenho. Muito obrigado.
    Obs: Caso seja descrito sobre o quadro especial no corpo diplomático, gostaria, se possível, de alguns esclarecimentos acerca deste quadro. Só acrescentando que já sou funcionário público há 8 anos .
    E mais uma vez agradeço por todo esclarecimento pois vejo seu empenho sempre quando há questionamentos, e mesmo não sendo atribuição de seu cargo, mas por extrema boa vontade, auxilia aqueles que querem saber mais sobre essa nobre carreira.

  74. Cairo David disse:

    Gostaria de deixar aqui os meus “Parabéns” pela iniciativa do Blog. É realmente de muita valia e muito salutar um blog que mostre os paises por um outro prisma e paises ques estão fora do grande eixo.
    Comecei esse ano a estudar para a carreira Diplomática e em breve serei um colega de vocês.
    Abraço e muito sucesso a todos!

  75. Andressa disse:

    Olá! Estou no 9° ano e já penso em seguir carreira como diplomata, inclusive por ser uma admiradora de idiomas e culturas, então minha pergunta é: seria viável fazer o ensino médio ou faculdade no exterior para depois tentar o concurso no Instituto Rio Branco, ou preciso fazer os mesmos no Brasil para conseguir tal vaga?

    • Cara Andressa, você pode se formar no Exterior (qualquer curso, qualquer país), mas para estar apta a prestar o concurso será necessário revalidar o diploma em alguma universidade brasileira.

  76. Marcos Fagner disse:

    Olá Thomas Napoleão tudo bem? gostaria de saber se existe algum subsídio fornecidos pelo Itamaraty à universitários, aspirantes da carreira, para o exterior como intercambio ou similar? mesmo com 24 anos, ainda desejo ser aprovado e assumir a carreira, estou no 3 º semestre de direito e não sei falar os idiomas que o instituto exige.

    Muito obrigado, um abraço.

    • Tudo bem, Marcos? O único “subsídio” fornecido pelo Itamaraty a candidatos é o programa de bolsas-prêmio oferecido anualmente a estudantes afrodescendentes, mediante a aplicação de um concurso suplementar. Os agraciados recebem R$ 25 mil para custos ligados à preparação para o CACD, como livros e aulas. Para intercâmbios acadêmicos e estudos de pós-graduação, existem outros programas do Governo Federal e de suas agências (CAPES, CNPq), dos quais o Ciências sem Fronteiras é o mais conhecido, mas que não são diretamente relacionados aos estudos para o Rio Branco. Abraços e boa sorte.

  77. Alexandre de Figueiredo Pazin disse:

    Querido Napoleão,

    Tenho verdadeira adoração pela carreira diplomática e cogito enveredar por ela. Tenho uma dúvida atroz (hehe) porém: sou psicólogo, pós-graduado e esta outra carreira me é tão cara e importante quanto o interesse pela Diplomacia. Sei que é possível conciliar duas carreiras com certo esforço, principalmente em casos de desenvolver uma atividade acadêmica. No meu caso, sinto angústia de pensar que estou entre a Psicologia e a Diplomacia. Gostaria de saber se é verdade que ao entrar no IRBr, o diplomata iniciante deve cancelar seu registro no respectivo Conselho profissional da categoria ( no meu caso, no Conselho Regional de Psicologia), o que me impossibilitaria a prática clínica, ainda que eu salvaguardasse a possibilidade de atuar como docente ou pesquisador na área. Agradeço muito qualquer informação que me ajudasse a aplacar uma certa angústia que envolveria o luto e a separação de uma parte da identidade deste pobre psicólogo que vos fala! Um abraço!

    • Caro Alexandre, acredito que acumular ambas as atividades, caso não haja incompatibilidade de horários, seria possível.
      Digo isso porque o psicólogo, salvo engano, está entre os profissionais de saúde aos quais a Constituição faculta o acúmulo de cargos com a função pública (alínea “c” do inciso XVI do artigo 37 da CF). Mas não sou da área e posso estar equivocado. Recomendo que você confirme essa informação com seu CRP. Note que a diplomacia é igual a qualquer outra carreira pública no que respeita ao acúmulo de cargos. Abraços.

  78. Paulo disse:

    Ola’, Thomaz!
    Onde encontro a bibliografia indicada para o concurso cacd? Quais sao os livros tidos como essenciais? Algum autor especifico? Pretendo iniciar meus estudos.
    Abraco!

    • Muitos autores e muitos livros, Paulo. Recomendo começar com os guias do candidato disponíveis no site da FUNAG. Os editais de edições anteriores do CACD (até 2011, se não me engano) também continham bibliografias recomendadas, que, de modo geral, continuam válidas. Abraços.

  79. Ana Rodriguez disse:

    Caríssimos.
    Estou muito feliz em ter encontrado a iniciativa de vocês. Tenho 21 anos e como muitos tenho o sonho da diplomacia.
    Estudo direito e sempre quis ser diplomata muito antes de escolher o curso da faculdade, que acabei escolhendo por acreditar ajudar na hora da prova.
    Quero seguir carreira humanitária e gostaria de saber se é possível por meio da diplomacia.
    Há ainda a possibilidade de ser diplomata e não ficar 3 anos em cada pais?
    Muito obrigada.

    • Prezada Ana, embora a diplomacia não seja uma carreira humanitária no senso estrito, é possível lidar com temas humanitários. No MRE há um setor que lida com o tema, a Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome, CGFOME. Além disso, em vários Postos no Exterior é possível dialogar e cooperar com organizações internacionais que prestam assistência humanitária, como ACNUR, FAO, PMA e UNICEF. Em Roma temos um Missão Permanente junto à FAO e PMA (veja http://rebrasfao.itamaraty.gov.br/pt-br/), por exemplo. Vários textos deste blog, como os do Marcelo Borges na Etiópia e os meus no Paquistão, descrevem as vertentes humanitárias da diplomacia.

      Enfim, devemos permanecer 2 a 3 anos em cada Posto quando estamos nas fases iniciais e intermediárias da carreira, como Secretários e Conselheiros. Nas classes superiores, como Ministros e Embaixadores, é possível ficar mais tempo – até 5 anos – em cada local. Para saber mais sobre as regras de nossas remoções, procure a Lei do Serviço Exterior. Abraços.

      • Ana Rodriguez disse:

        Obrigada pela Respsta Napoleão.
        Outra dúvida que me surgiu é, passando no concurso de diplomacia eu tenho a possibilidade de escolher a área que eu quero trabalhar? No meu caso com o setor que lida com o tema humanitário, ou isto requer tempo na carreira e ir sendo promovida para isso?
        A pergunta é permitente pois esta sendo decisivo para continuar com a diplomacia como meta, pois sei que este concurso exige muito.
        Muito obrigada.

  80. Olá, Thomaz.

    Parabéns pela iniciativa do blog e por responder as perguntas.

    A minha é em relação à jornada de trabalho do diplomata e do oficial de chancelaria.

    Qual é o expediente? 8h/dia de segunda a sexta? Ou é mais flexível?

    Obrigado e um abraço.

    • Caro Marcos,

      Sim, trabalhamos 8 horas por dia. Em Brasília, o expediente é das 9h às 19h, com duas horas (normalmente 1h3-15h) para almoço. No Exterior a carga horária é igual, mas os horários e datas podem ser diferentes de acordo com particularidades locais; em alguns países islâmicos, por exemplo, o final de semana é sexta-feira e sábado, e no domingo se trabalha. Abraços.

  81. Luan disse:

    Olá, Thomaz!

    Peço humildemente uma opinião sua.

    Estou cursando o segundo semestre de ciências aeronáuticas, mas cogito mudar o meu curso para RI. Porém, a única área de atuação de um internacionalista que realmente me atrai é a diplomacia. Cursaria RI com este único objetivo.
    A minha dúvida é se o curso se torna válido neste caso.

    Me sinto insatisfeito com o meu curso, mas acho que seria interessante terminá-lo para que eu possa ter um plano B, caso eu demore para ser aprovado no concurso, garantindo assim, a minha empregabilidade durante este período, enquanto eu estudasse para a prova.

    Analisando de outra maneira, penso que o curso de RI poderia me auxiliar nos estudos e aceleraria o processo de aprovação, mas existe o medo de largar o que estou fazendo por algo incerto.

    Na sua opinião, o curso de RI faz a diferença para quem vai prestar a prova? Ou os cursinhos preparatórios se tornam mais válidos?

    • Luan, diante de situações assim, não há resposta fácil ou pronta. De modo geral, RI é a graduação que mais se aproxima dos conteúdos do CACD, e uma boa formação na área de fato pode contribuir para que você ingresse na diplomacia. Se, além disso, você tem prazer ao estudar disciplinas como política internacional, história, economia e direito internacional, a mudança pode valer a pena.

      Dito isso, a inserção profissional dos formados em RI nem sempre é fácil. Além do MRE (não apenas o CACD, mas também a carreira de oficial de chancelaria), há oportunidades interessantes em outros órgãos públicos (demais Ministérios e Secretarias Estaduais ou Municipais de RI, por exemplo), em ONGs, na academia, na imprensa especializada e no setor privado (bancos e multinacionais, por exemplo) – mas são vagas escassas e disputadas. Se nenhuma dessas alternativas te interessar, talvez o melhor seja concluir sua atual graduação e recorrer aos cursos preparatórios para o CACD. Abraços.

  82. Maria M. Costa disse:

    Thomaz, dá para viver bem em Brasília ganhando 10 mil reais líquido? Desculpa a pergunta, mas sempre se diz que o salário de diplomata é excelente… discordo!

    • Depende de muitos fatores. Para quem é jovem e solteiro, mora sozinho e tem poucos gastos fixos, como era meu caso em Brasília, o salário é perfeitamente suficiente, embora aluguéis sejam caros no DF; por outro lado, a situação financeira de colegas com cônjuges ou filhos para sustentar e outras despesas para custear (digamos, pensões alimentícias ou gastos com educação) é certamente menos confortável.

  83. Gabriella disse:

    Olá ! Eu gostaria de saber se assim que vc sai da “faculdade” de diplomacia você já tem garantido um trabalho ?

  84. Danilo Bernardo Silva disse:

    Olá, parabenizo pela iniciativa!!

    Forte Abraço todo o corpo diplomático Brasileiro.

  85. poesianasruas disse:

    Olá, tenho uma dúvida que gostaria de dividir com vocês. No caso de um diplomata brasileiro casado com uma europeia (italiana), esta poderia exercer função remunerada nos demais países da UE sem a necessidade de acordo bilateral, uma vez que existe livre trafego de fatores de produção? Em caso de ser necessário a existência de acordo bilateral sobre o tema e este existindo, seria necessário o pedido de um visto de trabalho ou ela poderia trabalhar com a simples documentação exigida pelos paises europeus?

    Espero que tenha conseguido me fazer entender. Se trata de caso real e não encontrei resposta em nenhuma fonte sobre um caso como esse.

    Obrigado pela oportunidade e parabens pela criação de um canal que permita aproximar as pessoas de agentes diplomaticos.

    Abraços.

    • Prezado,

      Se não me engano, existe um acordo entre Brasil e Itália para o exercício de atividades remuneradas por dependentes de pessoal diplomático e consular. Suponho que a autorização, nesse caso, seria igualmente válida para os demais membros do Espaço Schengen (UE, mais a Suíça, menos o Reino Unido e a Irlanda), mas recomendo que você confirme esse entendimento junto a algum Consulado italiano. Abraços.

      • poesianasruas disse:

        Thomaz,

        Pelo que entendi, Parece-me então que o simples fato de ser cidadã europeia nao é suficiente para que possa exercer profissão remunerada nesse caso., sendo necessario a existencia de um acordo bilateral caso a remoçao ocorra para outro país que nao a Italia..

        Mais uma vez obrigado !
        Pedro

      • Ah, havia deixado passar esse detalhe fundamental: ela é italiana. Não tem dupla cidadania, certo? Nesse caso, acredito que poderia exercer atividade remunerada livremente no espaço Schengen, mesmo que casada com diplomata brasileiro, mas isso realmente precisa ser confirmado junto ao Consulado deles – estou apenas palpitando, e quem responde pela lei italiana é o Governo da Itália, não o Itamaraty.

  86. poesianasruas disse:

    Buscaremos a confirmaçao junto ao consulado. Obrigado por iluminar um pouco a questão, pois como envolve as situaçoes de dependente de diplomata e cidadã europeia, fica um pouco nebuloso.

    Abraços!

  87. Walter Dias disse:

    Caros Jovens Diplomatas,

    Parabéns pelo belo trabalho.
    Tenho 42 anos e já estou no Serviço Público Federal há 18.
    Recentemente tive a oportunidade de chegar a esta página, revivendo sonhos passados, que, por circunstâncias pessoais, profissionais ou outras, não foram realizados “em tempo”. E aqui, em algumas das perguntas e respostas, vi a mim mesmo como questionador.
    Como muitos, guardei o sonho de ser Diplomata, com zelo, pois sempre considerei que em certas profissões a pessoa deve ingressar com pouca idade. Especificamente quanto à carreira diplomática, ingressar com idade mais elevada é empecilho para galgar aos altos postos.
    Contudo, saber que há Jovens Diplomatas que iniciam suas carreiras após os 40 anos de idade, faz-me acreditar ainda mais no fato de que, mais importante que partir ou chegar, é viver, em sua plenitude, o caminho que se percorre – o mais agradável da viagem é a viagem “per si”. Não importa se atingirá ou não o último posto.. o que importa é estar lá!
    Aos que têm mais de 40 anos e sentem no peito um ardor que tem como causa a missão diplomática, lembrem-se de que o tempo, inexorável, passará para todos, mas que o entardecer, para aquele que enobrece ou que quer enobrecer o mundo, somente chega quando os olhos se cerram em derradeiro.

    Saudações a todos.

    • Prezado Walter,

      Obrigado pela mensagem. O único limite de idade para o ingresso na carreira diplomática é o teto constitucional dos servidores públicos, de 70 anos; é perfeitamente possível tornar-se diplomata após os 40. Conheço vários casos.

      Infelizmente, ingressar mais tarde na carreira também reduz as chances de chegar ao nível mais alto, o de Ministro de Primeira Classe (Embaixador), em virtude dos fluxos de promoção e dos limites etários por classe definidos na Lei do Serviço Exterior (11.440/2006, sobretudo o Artigo 54). No cenário atual de vagas, quem é aprovado no CACD com mais de 35 anos praticamente não tem perspectivas de chegar a Embaixador; em casos como o seu, é mais provável vislumbrar a classe de Conselheiro como o limite da carreira. Espero que isso não sirva de desincentivo, pois é possível desempenhar um trabalho excelente e recompensador, seja no Brasil ou no Exterior, em todos os níveis hierárquicos da diplomacia – inclusive no início, como Terceiro-Secretário.

      Abraços.

  88. Felipe Uchoa Vaz disse:

    Thomaz, parabéns pelo iniciativa das respostas e pelo site também. Há tempo acompanho vocês.Bem, assim como outros jovens aspirantes à diplomacia, todas essas informações têm me ajudado bastante a tomar a decisão correta em minha vida. No entanto, algo que me afligi é quanto a remuneração liquida de um diplomata como terceiro-secretário. Hoje sou servidor público e junto com minha esposa temos uma renda razoável.
    Sei que em Brasília o custo de vida é alto e gostaria de saber se realmente vale a pena todo esse esforço, uma vez que só teremos minha receita como diplomata para sustentar a família. Você sabe quanto é a remuneração líquida do terceiro secretário? E a outra pergunta é quanto à saúde. Como funciona plano de saúde para um diplomata? Sei que tem reembolso, mas vale a pena? Se me ocorrer uma doença grave e eu não tiver dinheiro para pagar, como isso funciona? Isso seria uma coisa para me preocupar a ponto de ponderar se vale a pena ser diplomata? Ah!! E só mais uma coisa. Há algum curso que você indique. Encontrei vários, mas estou na dúvida. Moro em Recife e por aqui só se for online.Muito obrigado pela atenção.

    Felipe Vaz

    • Caro Felipe, a remuneração atual dos diplomatas no Brasil está no anexo da Lei 12.775/2012. No caso dos Terceiros Secretários, a remuneração bruta é de aproximadamente R$ 15 mil, e se não me engano o valor líquido é de pouco mais de R$ 11 mil. Brasília de fato é uma cidade cara, mas acredito ser possível manter um estilo de vida razoavelmente confortável com esse vencimento.

      Se isso valeria a pena ou não, é uma questão subjetiva que só você e seus familiares poderiam responder, pois cada família tem necessidades materiais diferentes. Mas acrescento que praticamente ninguém se torna diplomata por causa do salário, até porque seria possível ganhar muito mais em outras carreiras públicas ou na iniciativa privada. Por outro lado, nossa carreira oferece oportunidades singulares de conhecer outras culturas e ter contato com pessoas e assuntos extremamente interessantes, além do privilégio de representar o Brasil, o que para mim é o mais importante.

      Nosso plano de saúde se chama PCAMSE e funciona com base em um convênio com uma seguradora chamada Allianz. Normalmente recebemos reembolsos pelos nossos gastos médicos, inclusive consultas e receitas. Em alguns hospitais e clínicas credenciados, as despesas podem ser autorizadas previamente, sem necessidade de pedir reembolso. Abraços.

  89. Dayane disse:

    Olá gostei muito do blog, parabéns.
    Gostaria de muito de uma direção.
    Há anos quero ingressar na carreira, só agora houve um despertar em relação a isso.
    Tenho 30 anos falta 1 ano para concluir a faculdade de pedagogia, sou casada ambos brasileiros, tenho um filho de 14 anos. É possivel ingressar na carreira?
    E a familia já constituída? Como faz, levamos junto?
    Aguardo breve retorno.
    Desde já obrigada.

    • Prezada Dayane, qualquer brasileiro nato, de qualquer idade, e que tenha qualquer diploma universitário brasileiro, independentemente de sua situação familiar, pode prestar o concurso para a carreira diplomática. Quando você for removida para o exterior, as passagens aéreas de seus acompanhantes e dependentes (cônjuge e filho, no caso) serão pagas pelo MRE – a menos que você decida que eles não te acompanharão. Isso às vezes ocorre no caso de filhos em idade escolar ou universitária. Abraços.

  90. Marina disse:

    Olá, Thomaz! Muito legais a concepção deste site e a sua disposição em trocar ideias. Quem sabe você pode me ajudar com uma dúvida que é ligeiramente diferente das que andei olhando por aqui quanto a acompanhamento de cônjuge: no caso em que o diplomata é estrangeiro e o cônjuge é servidor público federal brasileiro há previsão de acompanhamento (com licença sem vencimento ou com exercício provisório do cargo) no exterior?

    Desde já, muita gratidão!

    Abraço.

    • Prezada Marina, acredito que não há previsão legal, infelizmente. Até onde sei, servidores federais (que não são do quadro do MRE) não podem exercer seus cargos provisoriamente no exterior. Acredito que a licença para acompanhamento de cônjuge (sem remuneração nem exercício do cargo), nos termos do artigo 84 da Lei 8.112, apenas se aplica nos casos em que o cônjuge é servidor brasileiro, não estrangeiro. Mas eu consultaria especialistas em direito administrativo para me assegurar disso. Abraços.

      • Marina disse:

        Agradeço pela dica, Thomaz. Na verdade, pela redação da Lei 8.112, eu acredito que o acompanhamento de cônjuge sem remuneração e por tempo indeterminado, é concedível a qualquer servidor público federal estável. E acredito que também há a possibilidade de ser lotado provisoriamente, em atividade compatível para o cargo, em alguns casos. Mas aparentemente as chances são maiores para servidores públicos federais estáveis que acompanham cônjuges igualmente servidores públicos estáveis que estejam em missão no interesse da Administração:

        “Seção III

        Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge

        Art. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.

        § 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.

        § 2° Na hipótese do deslocamento de que trata este artigo, o servidor poderá ser lotado, provisoriamente, em repartição da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo.

        § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)”

        De qualquer jeito, diante da particularidade da minha situação, vou seguir sua orientação e consultar um especialista do direito administrativo.

        Abraço e, mais uma vez, o parabenizo por sua gentileza, disposição e atenção.

  91. Flaviana Moreira Miranda disse:

    Oi ,
    galera adorei a ideia e espero q cm a experiência de vocês eu possa aprender mais sobre a carreira diplomatica que o meu objetivo profissional.

  92. lourenço disse:

    Boa tarde.
    Tenho 42 anos.sou formado em língua inglesa (licenciatura ) . Gostaria de seguir a carreira , porém é possível com o curso de licenciatura e com a idade que tenho ingressar na carreira de cônsul?
    Agradeço desde já.

    • Caro Lourenço, o Brasil tem apenas uma carreira unificada para funções diplomáticas e consulares – a carreira diplomática. Não há idade-limite, a não ser a idade da aposentadoria compulsória para todos os servidores públicos, ou seja, 70 anos. Qualquer diploma de ensino superior reconhecido pelo MEC (ou revalidado no Brasil, caso se trate de diploma estrangeiro) habilita o candidato a prestar o concurso. Abraços.

  93. Flaviana Moreira Miranda disse:

    prezados Diplomatas,
    Bom eu sei q pra fazer o concurso para diplomacia a pessoa pode ser formada em qualquer area do nível superior, agora esquecendo isso deve ter alguma area q é mais especifica relaçoes internacionais por exemplo.
    Preciso da ajuda de vocês
    obriga!
    Flaviana Miranda

    • Prezada Flaviana, qualquer graduação universitária habilita a pessoa a postular à diplomacia. Os cursos mais frequentes são Relações Internacionais e Direito, mas há muitos diplomatas formados em Economia, Jornalismo, Sociologia e História, por exemplo; há, inclusive, alguns oriundos das Exatas e Biológicas, como Engenharia e Zootecnia.

  94. João Paulo Mendes disse:

    Pretendo seguir a carreira da diplomacia, e queria saber se tem como conciliar família e essa carreira, porque em minha opinião não adianta ter sucesso, se não tem com quem comemorar.

  95. João Paulo Mendes disse:

    Olá, fiz um pergunta anteriormente, e queria saber se posso seguir a carreira diplomática e trabalhar aqui no Brasil, ou apenas em um país fixo, sem mudar constantemente.

    • Caro João Paulo, tecnicamente é possível servir apenas no Brasil, mas nesse caso você não será promovido além da classe de Segundo-Secretário. Todas as promoções seguintes exigem tempo mínimo de Exterior. Não é possível servir indefinidamente no mesmo lugar; há limite (normalmente 3 anos para Secretários e Conselheiros) de permanência em cada Posto. Abraços.

  96. Olá Thomaz Napoleão, antes de tudo gostaria de dizer que eu achei muito bacana a entrevista que você deu ao G1 falando sobre o concurso de admissão à carreira diplomática e suas características, sou advogado e aspirante a concurso e a carreira diplomática sempre me chamou a atenção. Entretanto, gostaria de saber como fica o contato com os familiares, a profissão afasta bastante você deles, ou uma vez ou outra é possível você viajar a sua terra natal para visita-los? Me perdoe a pergunta, é um tanto boba, mas é um diferencial para mim.

  97. Leonardo Roussseau disse:

    Olá jovens Dilomatas.
    Parabéns pela iniciativa, o blog está muito bom.

  98. angela8maria disse:

    Olá. Gostaria que postassem com mais frequência. Abraços

  99. jonatha disse:

    Boa noite! Gostaria de parabenizar a iniciativa dos jovens diplomatas em esclarecer as dúvidas de quem tem interesse na profissão. Muitas nuances são desconhecidas, uma delas é se existe a possibilidade do diplomata trabalhar a vida inteira no Brasil, mesmo que não ascenda na carreira. Isso é possível?

  100. Débora disse:

    Só pode ser fake. tem um diplomata respondendo perguntas?! E é o Napoleão? Antes de mais nada… Adorei seu trabalho como fotógrafo, parece que eu estava dentro das fotografias, lindas mesmo… teve uma que eu achei muito interessante, um negro diante da imagem de uma santa e uns amuletos africanos no pescoço, demonstrando grande sincretismo, queria poder comentar suas fotos no blog, mas não tem espaço pra isso…

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