A convivência é possível. Ainda bem, porque se não fosse, estaríamos fritos (o que ficamos, talvez mais literalmente do que eu gostaria, no auge do verão — mas essa é outra história).
Mais de 80% da população dos EAU é estrangeira: dos cerca de 5 milhões de residentes, apenas 1 milhão tem cidadania emirática. Talvez 3 milhões, ou mais, são indianos, paquistaneses e filipinos. Outros tantos são iranianos, jordanianos, palestinos, egípcios, britânicos, norte-americanos, australianos, alemães. E uns 2.000 (ou 2.002, contando eu e meu marido) são brasileiros. É difícil calcular os números com precisão, porque muitos desses imigrantes vêm e vão ao sabor da prosperidade econômica. A maioria talvez fique entre dois e cinco anos, mas não são raros aqueles que fixam residência por décadas.
Todo mundo fala pelo menos um pouco de inglês, ou árabe, ou os dois. As ruas e shopping centers têm um pouco de tudo: emiratis de vestes típicas (a kandura branca para os homens e a abaya negra para as mulheres), outros muçulmanos e muçulmanas (cujo estilo das vestes masculinas e femininas é variada), indianas com sáris coloridíssimos, europeus de bermudão, além de jovens com releituras híbridas de todas essas influências. De vez em quando, e cada vez com mais frequência, dá para ouvir o gostoso e familiar português do Brasil em algum grupo de passantes anônimos.
Lojas, restaurantes e produtos típicos de todos os lugares são abundantes, e a feira das nações é coisa séria em Dubai. O congestionamento para entrar no Global Village, no início deste ano, foi tão grande que eu nem consegui chegar perto das banquinhas de quitutes internacionais. Ano que vem tento de novo.

Fernanda,
Adorei seu bloq, jovem e convidativo para conhecer o mundo.
No último domingo, o Ministro Celso Amorim e família estavam no Cafeína, aqui em Copacabana. Seu pai não resistiu e conversou um pouquinho com ele. Lógico que sobre a filha diplomata que ele diplomou.
O Ministro foi muito gentil, pois afinal, ninguém segura pai e mãe corujas.
Bjs,
mãe